Caminho de Areia Alunos fazem enterro de bandeira
A desilusão causada pelo fracasso da Seleção Brasileira diante do time francês pode levar a atos inusitados. Um exemplo cabal foi a cerimônia fúnebre de enterro da bandeira realizada, na manhã de ontem, pelos alunos da escola de ensino fundamental Santa Rita, localizada no Caminho de Areia. A escola ficou conhecida por construir uma enorme bandeira em homenagem ao Brasil, com 1.500m de comprimento, e que foi roubada por motivo ainda desconhecido, antes do início da Copa do Mundo.
A comunidade local compadeceu-se com o fato e ajudou a diretora a costurar uma outra bandeira, esta 500m menor, enterrada simbolicamente ontem pelos alunos. A solenidade tinha o objetivo de demonstrar toda a raiva e decepção dos jovens e da diretora da instituição, Maria José Barreto Costa, com o escrete canarinho comandado por Carlos Alberto Parreira. Mas o que se viu foi pura brincadeira infantil.
Dobrada várias vezes, a bandeira foi colocada em uma mesa no meio do pátio da escola. Flores foram colocadas para o velório. Um aluno fez o papel de padre. De batina, o aluno da 8ª série, Paulo Melo, 14 anos, era só empolgação. "Nós estamos abalados com a derrota e devemos enterrar o símbolo da perda de nossa esperança", dizia com certa dramaticidade.
A maioria das crianças das séries mais adiantadas foi impedida pela diretora de participar. Segundo ela, os mais velhos atrapalhariam o andamento da cerimônia. Sobrou para os menores. As meninas seguravam flores, os meninos pequenos pedaços, de papéis, fazendo a vez de confetes. Era difícil segurar o riso. "Vocês estão com raiva, façam cara de tristes", exclamava Maria José.
Pau Miúdo: Maternidade-referência
Governo inaugura maior unidade de assistência à gestação de alto risco do Nordeste, exclusiva para usuárias do SUS
O governador Paulo Souto e o senador ACM inauguraram maternidade que terá a capacidade de fazer dois mil partos por mês
A partir de hoje, a maior unidade de assistência à gestação de alto risco do Nordeste, exclusiva para atendimento às usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), estará de portas abertas. A Maternidade Professor José Maria de Magalhães Netto, inaugurada ontem pelo governo do estado, está capacitada para realizar até dois mil partos por mês. No total, são 30 novos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI), sendo dez de UTI obstétrica e 20 de UTI neonatal. Existe ainda um espaço destinado à semi-intensiva, com 28 leitos de berçário para cuidados intermediários e um centro cirúrgico e obstétrico, com dez salas de parto normal e quatro salas de cirurgia.
Participaram da solenidade, o governador Paulo Souto, os senadores Antonio Carlos Magalhães, César Borges e Rodolpho Tourinho, o secretário estadual da Saúde, José Antônio Rodrigues Alves e o secretário municipal de Saúde, Luís Eugênio, que representou o prefeito João Henrique, dentre outras autoridades. O senador Antonio Carlos Magalhães agradeceu ao governador pelo empenho no projeto. "Agora nós vamos ter a melhor maternidade pública do Brasil. Esse bairro tão carente recebe essa instituição de primeiro nível", afirmou o senador.
Para Paulo Souto, a nova maternidade representa um avanço na área de obstetrícia. "Está sendo um ganho para a população e, principalmente, para as mulheres grávidas e com gestação de alto risco", disse o governador. "Será um centro de excelência e vai desafogar as maternidades de Salvador".
A inauguração desta instituição, de acordo com José Antônio Rodrigues Alves, vai ampliar qualitativamente e quantitativamente a prestação dos serviços oferecidos às mulheres na capital baiana. Para o secretário de Saúde, a instituição suprirá também a carência que hoje se verifica de unidades de terapia intensiva obstétrica e neonatal, tanto na rede estadual de saúde, quanto na filantrópica e privada.
Com a nova unidade, o atendimento das três maternidades mantidas pelo estado - a Albert Sabin, o Instituto de Perinatologia da Bahia (Iperba) e a Tsyla Balbino - será desafogado. Para Rita Leal, diretora da Albert Sabin - maternidade que absorveu a maior demanda da Tsyla Balbino, que tem tido problemas na estrutura física -, a nova instituição será um ganho enorme para toda a população. "A maternidade referência vai prestar atendimento às gestantes de alta complexidade. Nós prestamos esse tipo de serviço, mas a nossa demanda vinha sendo maior que o número de leitos", disse a diretora.
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Comunidade local comemora
A empregada doméstica e moradora do Pau Miúdo, Maria das Graças Conceição, 36 anos, grávida de oito meses, pretende dar à luz na nova maternidade. "Amanhã (hoje), estarei aqui para fazer minha ficha. Foi uma bênção essa inauguração. Tinha planos de parir no Iperba, lá em Brotas. Agora vou ter meu filho aqui bem pertinho de casa e com toda segurança", comemorava a gestante, que fez questão de participar da solenidade de inauguração.
Construída no bairro do Pau Miúdo, no maior distrito sanitário da capital, a nova maternidade será a maior do estado, com 12.955 metros quadrados de área construída e capacidade instalada total de 238 leitos. O governo investiu R$32 milhões na construção dessa unidade de assistência à gestação de alto risco, exclusiva para atendimento às usuárias do SUS. A nova unidade de saúde contará ainda com serviços de urgência e emergência especializados para a gestante de risco, funcionando em regime de 24 horas, além de enfermarias estruturadas de acordo com padrões internacionais. Já o atendimento ambulatorial será referenciado, incluindo a assistência pré-natal de alto risco.
A superintendente de Hospitais da Sesab, Maria Nita Ferraz, ressalta ainda que a maternidade funcionará também como uma importante unidade para ensino e pesquisa, com biblioteca e salas de estudo e projeção. Ainda de acordo com ela, mais de 700 profissionais de todas as áreas deverão trabalhar na nova unidade. A equipe multiprofissional será integrada por especialistas em obstetrícia, clínica geral, neonatologia, cirurgia geral, neurocirurgia, nefrologia, endocrinologia, equipes de enfermagem, assistência social, psicologia, farmácia, nutrição, entre outros profissionais.
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Santa Casa vai gerenciar
O modelo gerencial a ser praticado será o de gestão por organização social, no qual o governo garante a prestação de serviço universal e gratuito, sem a obrigatoriedade de gerenciá-lo diretamente, ainda que sem abrir mão do controle e da avaliação permanente. Para esta unidade foi selecionada, mediante seleção pública, a Santa Casa de Misericórdia da Bahia, organização social qualificada pela larga experiência em processos gerenciais. Segundo o presidente da Santa Casa, Álvaro Lemos, além de trazer enormes benefícios à comunidade, a maternidade está sendo uma grande homenagem a José Maria de Magalhães Netto, conhecido como Doutor Zezito.
A instituição traz o nome do obstetra e ginecologista, professor e ex-secretário da Saúde. "Ele foi um homem bom, leal. Viveu com dignidade. Venerava o pai, Francisco Peixoto de Magalhães Netto. Tornou-se professor das duas escolas de medicina deste estado. Dedicava-se à medicina de corpo e alma", disse ele. O projeto da nova maternidade procurou enfatizar também a humanização do serviço, criando espaços confortáveis para os funcionários, acompanhantes das gestantes e familiares. Um dos destaques são as salas de espera e a recepção que ocupam amplo espaço do novo prédio, que contará com um total de seis pavimentos.
Outros três hospitais da rede pública estadual oferecem serviços de obstetrícia na capital. São eles: Manoel Vitorino, João Batista Caribé e o Roberto Santos, sendo que este é considerado referência no acompanhamento de gestações de alto risco. A Bahia já conta com 2.768 leitos obstétricos, sendo 613 na capital.
Por Camila Vieira do Correio da Bahia
Barra: Maré alta danifica asfalto e causa transtornos
Faixa da via e parte do calçadão foram interditados
Rachaduras em um trecho da pista da Avenida Oceânica, na Barra, e um buraco no calçadão, estão causando transtornos aos motoristas e pedestres. O asfalto do local foi danificado, em função da força da maré nos últimos dias. Um trecho de uma das faixas da via e parte do calçadão foram interditados, localizado em frente ao edifício Barra Center, foram interditados, ontem pela manhã, pela Defesa Civil.
Ontem à tarde, técnicos e engenheiros da Superintendência de Urbanização da Capital (Surcap) e da Defesa Civil estiveram no local para fazer uma avaliação sobre o nível de comprometimento do asfalto, mas o diagnóstico não foi concluído porque a maré estava alta. Hoje pela manhã, os técnicos vão fazer uma nova visita ao local para que o relatório seja concluído.
De acordo com o superintendente da Surcap, Adriano Peixoto, o mar tem chegado com violência até a balaustrada, o que provocou infiltração por baixo do asfalto, abrindo um grande buraco. "A alvenaria está preservada, o que significa que a água passou por algumas fissuras. A água acabou puxando o material asfáltico, causando abatimento da pista e o buraco no calçadão", explicou.
Cerca de 50m de parte da faixa direita, sentido Barra/Itapuã, foi interditado com blocos de concreto para evitar que os veículos trafeguem. Uma viatura da Superintendência de Engenharia de Tráfego (SET) está de plantão no local para controlar o trânsito. Se a pista apresentar novas rachaduras, a outra faixa da avenida também poderá ser interditada. O calçadão também está interditado. Lá foram colocadas faixas amarelas de sinalização para alertar os pedestres. A ação da maré comprometeu também a balaustrada, que ficou com diversas rachaduras, tendo alguns trechos destruídos.
Embora ainda não tenha um diagnóstico dos danos causados pela ação do mar, o superintendente afirma que a pista corre o risco de romper. "Não sabemos o nível de comprometimento, mas há muitas fissuras e a pista pode vir a ceder. Enquanto todo o serviço não for concluído a pista continuará interditada", disse. O superintendente afirma que uma das primeiras medidas tomadas pela Surcap será a aplicação de injeções de concreto nas fissuras do asfalto. Ele afirma que as obras serão iniciadas imediatamente.
Por Cilene Brito do Correio da Bahia On Line
Salvador, cidade refém dos ônibus
A greve de ônibus em Salvador, que começou na terça e se estendeu até a sexta, atingiu toda a cidade. Durante a semana, as ruas da capital baiana ficaram menos movimentados, as aulas em alguns colégios e universidades foram canceladas, o comércio registrou uma queda de até 70% nas vendas e os shoppings e lojas de bairro fecharam as portas mais cedo.
A situação vivida nos últimos dias mostra o quanto a terceira maior cidade do Brasil é refém do sistema público de transporte, que conduz 1 milhão e 300 mil pessoas por dia. Como não há outros meios de locomoção de massa na cidade, muita gente foi obrigada a permanecer em casa. Alguns arriscaram carona nos pontos de ônibus. Outros chegaram até o trabalho porque as empresas disponibilizaram veículos para transportar os funcionários e garantir assim o funcionamento.
“Salvador é dependente de ônibus porque o perfil da população, que tem uma renda baixa, usa os ônibus para ir ao trabalho, à escola. Uma paralisação de ônibus, por exemplo, não alteraria tanto a rotina de Miami. Lá, a maioria das pessoas usa carro. Aqui, quem mais sofre são os menos favorecidos economicamente”, destaca o engenheiro de tráfego Armando Branco.
A falta de alternativas que viabilizem o transporte dos baianos recrudesceu mais ainda o problema. Salvador não está preparada para greves no transporte, que atingem países como a França e cidades como a capital paulista, porque não possui outras opções eficazes para transportar a população, segundo o engenheiro de tráfego Elmo Sozenberg.
O trem da cidade não é suficiente para aliviar o problema causado devido à mobilização dos rodoviários, que impediram a circulação dos quase 2, 5 mil ônibus de Salvador. A linha ferroviária roda apenas no subúrbio, da Estação da Calçada até Paripe, e tem baixa demanda [cerca de 10 mil usam o transporte diariamente]. Além disso, o trem não é integrado ao resto do sistema da cidade.
Para completar a situação de caos, o metrô ainda não foi inaugurado. Mas, a linha do metrô, com extensão de cerca de seis quilômetros, que vai ligar a Avenida Bonocô à Estação da Lapa, também não diminuiria os prejuízos, conforme afirma Sozenberg: “Precisaríamos de, no mínimo, 150 quilômetros de via do metrô para diminuir os prejuízos causados pela greve de ônibus à população. Cinco quilômetros não tem serventia. A implantação do metrô só tem valor político”, destaca o especialista.
A saída mais viável, acredita o especialista, seria criar um sistema de transporte multimodal para diminuir os transtornos aos usuários. “Isso não quer dizer que o projeto agüentaria a demanda em casos de greve, mas aliviaria o problema porque oferece outras alternativas”.
Metrô com vias mais extensas, sistema de ônibus expresso [transporte de massa rápidos e que passa pelos principais corredores de tráfego, como em Curitiba] e criação de ciclovias em áreas de avenidas de vale são algumas das opções que diminuíram a procura pelos ônibus. “Greve é um direito do trabalhador e já é sabido que, em Salvador, há paralisações dos rodoviários em maio.
A cidade deveria, nesse caso, estar mais preparada para não ser tão prejudicada”, salienta. A cidade, nesse caso, deveria possuir um sistema de planejamento para não ser tão atingida pela greve, de acordo com Armando Branco. “O tamanho de um município como o nosso necessita de uma diversidade de transporte. Muita gente passou a procurar mais o trem, topics e vans, o que comprova a necessidade da criação de modelos alternativos mais eficientes”.
Por Kleyer Seixas do A Tarde On Line
Novos Alagados e Coutos: Jovens vão atuar no setor da construção civil
Jovens das comunidades de Novos Alagados e do Loteamento Moradas da Lagoa, em Coutos, serão beneficiados com cursos na área da construção civil, práticas desportivas e atividades voltadas para a inclusão digital. As ações fazem parte do projeto Educar para Construir, que vai contemplar 740 jovens de 18 a 24 anos, integrando o programa estadual Jovens Baianos. No setor da construção civil, 120 jovens desenvolverão atividades práticas, realizando melhorias em habitações de famílias de baixa renda dos dois bairros. Para a realização do projeto serão investidos R$ 574,5 mil por parte do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza, gerido pela Secretaria de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (Secomp). O convênio foi assinado pelo secretário, padre Clodoveo Piazza, e o gerente executivo da organização não governamental Coordenação para Desenvolvimento e Moradia Humana (CDM), Heli Mansur.
Na área da construção civil, os jovens serão qualificados para atuar como ajudante prático de pedreiro, eletricista, encanador e pintor. Também será realizado o atendimento socioeducativo a 60 jovens através de conhecimentos, práticas esportivas e vivência de empreendedorismo nas ações comunitárias. O projeto prevê ainda a implantação de um laboratório de inclusão digital para atendimento a 440 beneficiários e o envolvimento das duas comunidades (Novos Alagados e Moradas da Lagoa) nas práticas desportivas, atendendo 480 beneficiários. Para o secretário Clodoveo Piazza, a iniciativa vai representar um ganho tanto para os jovens, que serão capacitados, como também para as comunidades de Novos Alagados e Coutos, que serão beneficiadas com melhorias na área da habitação. “Com projetos como este, podemos revelar as potencialidades desses jovens, melhorar moradias nos bairros e incentivar a participação de outros jovens, proporcionando a formação necessária para a inserção no mundo do trabalho”, afirmou.
Segundo o gerente da CDM, Heli Mansur, na comunidade de Boiadeiro, em Novos Alagados, o projeto será realizado através do Centro de Educação Desportiva e Profissional (Cedep). No local, os jovens são capacitados para atuar na área de manutenção predial, desenvolvendo também ações no segmento do artesanato.
O Jovens Baianos é destinado a estudantes da rede pública com idades entre 16 e 24 anos, cujas famílias tenham renda mensal "per capita" de até meio salário mínimo. O programa representa uma iniciativa inovadora de gestão compartilhada, realizada por um comitê gestor formado por seis secretarias estaduais, sob a coordenação da Secomp.
Lapa: População reclama de detonações
As implosões acontecem no local das obras do metrô
O som da sirene que ecoa pela Estação da Lapa, quase que diariamente, é o alerta para que a vendedora ambulante Maria da Graças dos Santos, 45 anos, deixe o local às pressas. O sinal avisa que dentro de alguns minutos mais uma implosão de dinamites das obras do metrô vai acontecer. "Não me acostumo com esse barulho. Além disso, tenho muito medo de que aconteça alguma coisa na hora da explosão. Prefiro não ficar por perto", diz a vendedora que trabalha no local há cinco anos. A insegurança da vendedora não é um ato isolado. Muitos transeuntes que circulam diariamente pela estação e comerciantes que possuem ponto comercial no local alegam sentir insegurança durante as detonações. As implosões acontecem entre 7h30 e 17h, quase todos os dias. No momento da ação, diversos locais são interditados, como a escadaria que liga a Avenida Joana Angélica à estação, a escadaria que liga a Rua do Coqueiro à estação, todas as escadas que ligam o térreo com o subsolo e todas as entradas de ônibus. Tudo é feito pelos próprios operários, que nem sempre conseguem conter a passagem dos transeuntes nos locais proibidos. "Eles deveriam deixar uma placa informando o horário exato da detonação do dia para que as pessoas possam se preparar. Tem muita gente que não pode tomar esse tipo de susto e não deveria ficar aqui", avaliou a universitária Sheila Araújo, 27 anos. A estudante, que já presenciou três detonações, afirma temer um acidente no momento da implosão. "Acho perigoso manter tanta gente dentro da estação para fazer este procedimento", diz. Os comerciantes que possuem ponto comercial no local também afirmam temer as implosões. Além do medo, eles se queixam que já tiveram materiais danificados durante as detonações. "Já tivemos sérios problemas com estas detonações. O nosso equipamento de revelação já foi danificado em função da trepidação, e tivemos um grande prejuízo. Fomos reclamar com os responsáveis pelas obras e não deu em nada", conta a gerente comercial da Fotolab, Evani Ramos. O engenheiro civil, Ubiratã Félix, presidente do Sindicato dos Engenheiros da Bahia, afirma que, embora não conheça a técnica utilizada pela empresa responsável pelas obras do metrô, "é possível realizar implosões em áreas urbanas sem causar riscos à população". Ele salienta, no entanto, que é preciso fazer avaliações constantes para saber se a estrutura física do local está sendo abalada. O supervisor das obras do metrô na Estação da Lapa, Márcio Pedroso, afirma que não é possível prever o momento exato das detonações, mas garante que não há riscos de acidentes no local. "Utilizamos as técnicas mais avançadas e seguras de detonação para evitar que qualquer fragmento seja projetado para fora da área prevista. Além disso, toda a estrutura física da estação está sendo avaliada, constantemente, por sismógrafos, para que não haja riscos à população", contou. Segundo Pedroso, as detonações devem continuar até o mês de outubro. |
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Por Cilene Brito do Correio da Bahia
Imbuí: Um "Pedalaço" Social
A chuva não atrapalhou o passeio ciclístico realizado pelo grupo “Amigos de Bike”, do qual fazem parte alguns moradores do Imbuí, na manhã de domingo (07). Centenas de ciclistas do grupo aproveitaram esse domingo para compartilhar da mesma paixão: “a magrela”, conhecida como bicicleta. Os ciclistas pararam na Rua das Gaivotas, em frente ao Silver Shopping, para arrecadar alimentos e divulgar o evento, que contou com a participação dos moradores do Imbuí e pessoas de outros bairros da cidade.Fizeram mais duas paradas na Boca do Rio em frente às lojas de acessórios ciclístico, Expresso Bike e Alan Bike, cada uma trazendo mais um pelotão para se juntar ao grupo que saiu do Imbuí.Chegando ao Parque Pituaçu a organização o evento fez sorteios de todos os tipos de acessórios e utensílios relacionados ao esporte, como amortecedores, luvas, capacetes, camisas entre outros.O próximo passeio idealizado pela Asbb – Associação dos Ciclistas da Bahia e Asbeb – Associação dos Bicicleteiros do Estado da Bahia está programado para acontecer no dia 4 de junho, saindo às 9hs da manhã do estacionamento da Fonte Nova e contará com a presença do cantor Ninha da banda Tribahia e da dançarina Scheila Carvalho.
Fonte: Redação Portal Imbui