Calçada: Beco do Sabão protesta por moradia
Integrantes das 188 famílias da chamada invasão do Beco do Sabão, na Rua Nilo Peçanha, Calçada, estiveram ontem concentrados na frente da Prefeitura pedindo uma solução da Secretaria Municipal da Habitação, já que não querem sair de suas casas. Na última quinta-feira, eles receberam uma carta de reintegração de posse dos proprietários da área, um antigo terreno abandonado de uma fábrica de óleo de mamona, desativada há mais de 20 anos. Para tentar resolver o problema, alguns moradores se reuniram com representantes da Secretaria da Habitação na sede da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes). De acordo com a sub-secretária da Habitação, Vilma Lage, o local ocupado não tem vínculo com a Prefeitura, já que é uma área particular. “Reconhecemos a legitimidade do movimento, mas é uma questão jurídica. Tivemos um diálogo com os moradores e agendamos um contato deles com o Ministério Público”, salienta.
Segundo Lage, essas famílias foram cadastradas em janeiro de 2005 pela Secretaria da Habitação, juntamente com as 1.500 famílias dos 13 acampamentos dos integrantes do Movimento dos Sem-Teto de Salvador (MSTS) distribuídos pela cidade. “O problema é grave. O déficit habitacional na cidade chega a 83 mil moradias para famílias que recebem entre um a três salários mínimos. Estas e outras estão inscritas no Programa Crédito Solidário, que vai contemplar cerca de mil famílias”, salienta. O Beco do Sabão foi ocupado aos poucos. No início eram, apenas cinco barracos, mas foi chegando mais e mais gente e, atualmente, residem na invasão aproximadamente 800 pessoas, como a desempregada Edilene Ferreira, 32 anos, mãe de três crianças. “Estamos sofrendo ameaças de despejo. É uma situação humilhante para nós que não temos outra opção de moradia, a não ser na invasão”, conta.
Mesmo vivendo em condições subumanas, num aglomerado de barracos e pessoas em meio a sujeira por falta de esgoto sanitário, as 188 famílias lutam pelo chão que ocupam. “Quando nós chegamos no terreno, ninguém se arriscava a passar porque era uma área de risco, com pontos de drogas e onde aconteciam estupros e muitos roubos. Agora que nós conseguimos mudar a realidade do Beco do Sabão querem nos tirar de lá”, afirma o morador Clemilton Teixeira da Silva, 37.
Também compartilhando da mesma realidade que Clemilton, Gilzélia Silva, 45, cria seus oito filhos sozinha. “Minha caçula está com 4 anos. Se eu sair do Beco do Sabão não vou ter para onde ir. Não tenho condições de criar meus filhos, quanto mais pagar um aluguel. Para debaixo da ponte é que não vou”, diz. “Somos pais e mães de família que não têm condições de pagar uma moradia”, reforça Clemilton.
Por Renata Leite da Tribuna da Bahia On Line
Segundo Lage, essas famílias foram cadastradas em janeiro de 2005 pela Secretaria da Habitação, juntamente com as 1.500 famílias dos 13 acampamentos dos integrantes do Movimento dos Sem-Teto de Salvador (MSTS) distribuídos pela cidade. “O problema é grave. O déficit habitacional na cidade chega a 83 mil moradias para famílias que recebem entre um a três salários mínimos. Estas e outras estão inscritas no Programa Crédito Solidário, que vai contemplar cerca de mil famílias”, salienta. O Beco do Sabão foi ocupado aos poucos. No início eram, apenas cinco barracos, mas foi chegando mais e mais gente e, atualmente, residem na invasão aproximadamente 800 pessoas, como a desempregada Edilene Ferreira, 32 anos, mãe de três crianças. “Estamos sofrendo ameaças de despejo. É uma situação humilhante para nós que não temos outra opção de moradia, a não ser na invasão”, conta.
Mesmo vivendo em condições subumanas, num aglomerado de barracos e pessoas em meio a sujeira por falta de esgoto sanitário, as 188 famílias lutam pelo chão que ocupam. “Quando nós chegamos no terreno, ninguém se arriscava a passar porque era uma área de risco, com pontos de drogas e onde aconteciam estupros e muitos roubos. Agora que nós conseguimos mudar a realidade do Beco do Sabão querem nos tirar de lá”, afirma o morador Clemilton Teixeira da Silva, 37.
Também compartilhando da mesma realidade que Clemilton, Gilzélia Silva, 45, cria seus oito filhos sozinha. “Minha caçula está com 4 anos. Se eu sair do Beco do Sabão não vou ter para onde ir. Não tenho condições de criar meus filhos, quanto mais pagar um aluguel. Para debaixo da ponte é que não vou”, diz. “Somos pais e mães de família que não têm condições de pagar uma moradia”, reforça Clemilton.
Por Renata Leite da Tribuna da Bahia On Line

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